quinta-feira, 29 de setembro de 2011

'Sábio poeta, tu que rabisca as coisas mais lindas sussurradas pelo coração, diga-me, o que é que motiva essa busca incessante de algo que não se pode possuir? Poeta, há algo de divino no azul daquele olhar que me embriaga. Eu não sei mentir, meu caro. Como eu o quero! Navegar na imensidão dos cachos de seu cabelo e me deixar consumir por essa insanidade. As noites passam a fio e a falta que eu sinto no meu peito é grande. Poeta, essa pequena que vos fala não sabe amar. Mas ela não se reprime diante do desconhecido. Este coração é vasto como o oceano e se dispõe a abrigar toda a profundidade destes olhos tão azuis. Poeta, ensina-me a dançar ao som das palavras. Ensina-me a lidar com tão nobre sentimento. Ensina-me a comover os olhos azuis, os caracóis de seus cachos e todo o resto. Ajuda-me poeta, antes que esse amor se consuma em fogo e pólvora dentro de mim..'

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