segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ainda



Sobriamente atordoado com pensamentos inoportunos que lhe invadem o cérebro em uma roda gigante de sensações. Outra noite no recesso de seu organismo invadido pelas borboletas. O álcool não fazia efeito, sua pulsação aumentava e antes que pudesse escutar seus batimentos, cantou em tom agudo o refrão da música da pick up e lançou mão da primeira maçã de Machado* que encontrou no chão. Sua consciência martelava, lembrara de sua flor vagarosa se despindo à luz do mar.. Subitamente queria voltar aquele momento, beijar seu sorriso e dizer tudo aquilo que sua insensatez não permitiu. A indiferença o tinha feito frígido, intocável e quando ele mais queria não conseguia sentir o arrepio que aquela flor o causava ao exalar o seu perfume doce com toques de macieira. E Ela ainda espera pelo valente que escalará até o topo.





* Mulheres são como maçãs em árvores – Machado de Assis.

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